sábado, 23 de junho de 2007

Personal Belongings


© Henrique Figueiredo

A instalação de Claudia Fischer no Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian é feita a partir de sacos de ráfia plástica, muito característicos nas deslocações dos imigrantes.

4 comentários:

Ctrl.Alt.Del disse...

Cláudia Fischer faz uma instalação à base dos seus preconceitos e de uma visão estereotipada do que é o imigrante...

Então e os imigrantes que partem de computador portátil debaixo do braço, os imigrantes culturais, enfim, todos aqueles que não cabem na visão pequenina do que supostamente é o imigrante do saco de ráfia plástica de Cláudia Fischer?

É este o estado do mundo...

Cecília disse...

Visões estereotipadas... prefiro visões simbólicas. Os sacos de ráfia ou não, às riscas ou nem por isso, são símbolos de quem anda com a vida às costas. De quem carrega aquilo que é seu, "personal belongings". É o reconhecer de um elemento e trazê-lo a um espaço inesperado. O reconhecer de uma imigração que talvez não tenha encontrado, até agora, espaço neste Jardim.

A imigração de Cláudia Fischer é a imigração que arruma as saudades, que as dobra e as deixa fechadas dentro de um saco. A imigração que não sabe para quando o bilhete de regresso.

Arriscando também estereotipar: quem parte de computador debaixo do braço será que se considera imigrante?

a morgadinha disse...

ctrl.alt.del,

gostava que desenvolvesse um pouco mais a sua afirmação final "É este o estado do mundo..." porque me parece que segue um raciocínio talvez interessante mas não suficientemente claro para se poder continuar a discutir esta questão pertinente: a da visão estereotipada do imigrante com os sacos de ráfia às costas em contradição com a realidade oposta de tantos outros que levam o portátil debaixo dos braços.

Qual é então o estado do mundo a que se refere? ...

Anónimo disse...

tantos colegas da E.S.T.G.A.D. que andaram com estes sacos nas diversas mudanças de quarto, enquanto estudantes nas Caldas da Rainha.
Tantos vendedores de roupa que andam com estes sacos.
No outro dia uma amiga minha, design de moda transportava a sua ultima obra num destes sacos. Na perfomance Sub-Sahara também é possível encontrar o mesmo genero de saco.
como tal não consigo entender qual a ligação dos sacos com a imigração e entendo como um cliché gratuito.
alexandra